Agência Estado

Telefônica: banda larga e TV paga compensam queda de telefonia fixa

Qui, 24 Jul, 07h53

Os serviços de banda larga e de TV por assinatura da Telefônica compensaram a perda de receita com telefonia fixa local. Enquanto o número de linhas em serviço caiu 0,3% ante o segundo trimestre de 2007, para 11.893.468 assinaturas, a base de clientes de internet rápida subiu 6%, para 2.295.308 de usuários. A carteira de TV por assinatura alcançou 346.894 clientes.

A concessionária vende serviços de banda larga por meio das tecnologias ADSL e MMDS (microondas) com as marcas Speedy e Ajato (da TVA). A Telefônica classifica como "prioritários" os investimentos em banda larga. Em fevereiro, a empresa lançou sua rede de fibra óptica, tecnologia que permite velocidades de 8, 16 e 30 Mb.

Segundo balanço consolidado do segundo trimestre, as receitas com transmissão de dados totalizaram R$ 920,2 milhões, alta de 27,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2007. O montante representa mais de 16% da receita operacional bruta de R$ 5,617 bilhões no trimestre. "Estes efeitos são justificados principalmente pelo crescimento dos serviços Speedy, em linha com o ritmo de crescimento dos últimos trimestres", explicou a empresa.

Lançados em 12 de agosto do ano passado, os serviços de TV paga produziram receitas de R$ 102,4 milhões entre abril e junho de 2008, o correspondente a quase 2% do faturamento total. Foram registrados 346.894 clientes de televisão por assinatura em 30 de junho de 2008, um crescimento de 23,2% ante o trimestre anterior, quando os dados começaram a ser revelados. A transmissão de TV fechada da Telefônica é feita via satélite (DTH) e via MMDS (microondas, tecnologia que veio com a entrada da operadora no capital da TVA).

Esses serviços compensaram a perda de receita com assinatura de telefonia (-4,6% na comparação anual, para R$ 1,360 bilhão), serviços de voz local (-3,4%, para R$ 640,7 milhões) e telefonia pública (as menores vendas de cartões provocaram uma queda de 12,2%, para R$ 120,7 milhões). No caso da redução do faturamento com assinaturas, a Telefônica explica que se deve à diminuição da planta média em serviço e ao aumento da base de planos alternativos.

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