Sex, 26 Set, 06h25
Por Taís Fuoco
SÃO PAULO (Reuters) - A Brasil Telecom contratou um curso de MBA "personalizado" para que coordenadores e diretores de todas as filiais da companhia sejam estimulados a desenvolver novos serviços para a operadora.
Como explicou Solange Pose Garcia, gerente de desenvolvimento organizacional de Recursos Humanos da Brasil Telecom, em entrevista à Reuters, "faz parte do direcionamento estratégico da empresa garantir foco no cliente e desenvolver essa capacitação entre os funcionários".
A empresa entende que, diante do cada vez mais acirrado mercado de telecomunicações brasileiro, as operadoras precisam se diferenciar pelo serviço para manter o cliente atual e atrair novos.
Ela afirmou que, quando se pensa em serviços, normalmente se visualiza somente o call center da empresa, que faz o contato mais direto com o assinante, mas a companhia quer que esse seja um tema que esteja na cabeça de todos os níveis hierárquicos e departamentos.
SELEÇÃO DISPUTADA
As aulas do curso de MBA personalizado da Brasil Telecom tiveram início nesta semana, depois de uma disputada seleção pelas 37 vagas.
A empresa pré-selecionou algo como 300 pessoas, entre os profissionais que tinham mais de 10 anos de carreira e que tivessem se destacado na avaliação anual feita pela operadora.
Todos esses foram contatados, dos quais 150 demonstraram interesse e disponibilidade de participar do curso.
A Ibmec, selecionada para elaborar o curso à Brasil Telecom, ficou também encarregada de conduzir o processo seletivo para, entre os 150, escolher os 37 que fariam o curso.
O MBA em gestão de serviços é feito no horário de trabalho. Durante quatro dias de cada mês, esses funcionários ficam "em total imersão" nas aulas, como explicou a executiva.
Desde as primeiras aulas, entretanto, eles devem começar a pensar em novos serviços que a operadora vai adotar. Um orientador da própria Brasil Telecom ajuda a direcionar o trabalho para as necessidades da companhia.
"Neste momento estamos ingressando na portabilidade. Que serviços poderão reter os clientes?", citou ela.
A executiva acha "difícil" que a possível fusão da companhia com a Oi possa interromper a adoção dos serviços que serão idealizados pelos funcionários.
"As duas (operadoras) são da área de serviços. Então, se eles não forem aproveitados na Brasil Telecom, serão na Oi", afirmou.
A Oi anunciou ter assinado acordo para a compra do controle da Brasil Telecom no final de abril. Para que a transação se realize, entretanto, é preciso alterar o atual Plano Geral de Outorgas (PGO), que proíbe hoje que uma empresa detenha duas concessões de telefonia.
(Edição de Vanessa Stelzer)
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